Cibercomunicação

terça-feira, 24 de junho de 2008
Responsáveis do sector com reservas sobre aumento da venda de diários em 2007

(Foto: cibercomunicacao08)

Os números são da Associação Mundial de Jornais (World Association of Newspaper – WAN) e foram apresentados na conferência realizada no início deste mês, em Estocolmo, Suécia: a venda de diários em todo o mundo aumentou mais de dois por cento em 2007, em relação ao ano anterior. No entanto, responsáveis pelo sector manifestaram reservas quanto a este aumento, pois resultaria essencialmente do crescimento verificado em países em vias de desenvolvimento. Ainda assim, segundo a leitura do blogue especializado Jornalismo&Comunicação, a “ideia geral e ‘oficial’ foi que o grande desafio de uma imprensa que, apesar de tudo, continua a crescer, reside na inovação”.

“A venda de jornais diários tem aumentado ou tem-se mantido estável em 75 por cento dos países do mundo nos últimos cinco anos e em quase 80 por cento no ano passado”, disse Timothy Balding, director geral da WAN, durante a conferência que reuniu directores e administradores de jornais de todo o mundo.

No ano passado, registou-se um aumento de 2,27 na venda de jornais diários. Acresce a isto, outra tendência: a de que também se verificou um rápido crescimento dos jornais gratuitos e das plataformas online, que amplia o alcance dos jornais em todos os segmentos, apontou a WAN.

As receitas publicitárias mundiais nos jornais diários aumentaram durante cinco anos consecutivos e em 2007 verificou-se um aumento de 0,86 por cento, apesar de ter perdido cota no mercado publicitário mundial. Em 2006, a imprensa ocupava 28,7 por cento do mercado, ao passo que em 2007 registou-se um decréscimo para os 27,5.

Porém, várias foram as críticas sobre o processamento e leitura destes números. O blogue Jornalismo&Comunicação, do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, revela que “foi chamada a atenção para o erro grosseiro de leitura do crescimento global da circulação superior a dois por cento”. No post “Afinal há crise ou não há crise”, Manuel Pinto escreve que este número “resultaria essencialmente do crescimento verificado em países em vias de desenvolvimento”, porque, “pelo contrário, nos países desenvolvidos, a tendência é exactamente a inversa”, reportando-se ao caso dos EUA, onde, dos 50 maiores jornais, quase um terço está a perder dinheiro.



O caso Português

Em Portugal, o cenário diverge da tendência de crescimento, excepção feita para os jornais gratuitos que não param de crescer. De acordo com uma notícia do Diário Digital, em 2006, os títulos de distribuição gratuita registaram um crescimento de quase 100 por cento, ultrapassando os 600 mil exemplares. Os dados são da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT).

O crescimento deve-se, por um lado, ao lançamento de mais dois jornais gratuitos, o Global Notícias e o Meia-Hora. Por outro lado, os jornais há mais tempo estabelecidos no mercado aumentaram a sua tiragem.

Em contrapartida, a imprensa tradicional está em queda, incapaz de fazer frente à ameaça dos jornais gratuitos, “o menor poder de compra dos portugueses e à melhoria da informação na Internet”.

De acordo com uma notícia do jornal Público de Março de 2008, dos cinco títulos mais lidos em Portugal, apenas um, o Correio da Manhã, aumentou as suas vendas. Público, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e 24 Horas “venderam menos nove mil exemplares por dia em 2007”.

Numa conferência organizada pelo Meios&Publicidade sob o tema “Os Novos Desafios dos Media”, o administrador-delegado da Media Capital, Manuel Polanco, advoga que a subsistência dos media tradicionais passa por uma estratégia de convergência dos diferentes media. O desafio está em saber “é embalar os conteúdos atractivos para as audiências”.


Também o presidente do grupo Impresa, Pinto Balsemão, presente na mesma conferência, explicou que o grupo que lidera “deixou de ser um grupo de media para passar a ser multimédia”.


Jornais com menos folhas e gratuitos

De resto, Manuel Pinto analisa o comportamento da imprensa em diferentes entradas do blogue Jornalismo&Comunicação e que poderá salvar o sector das previsões mais pessimistas quanto ao seu futuro. No post “Jornais: menos pode ser mais”, Manuel Pinto considera a questão levantada por Mario Gracia, consultor de design de publicações e de websites: “Em que medida os grandes jornais não ganhariam em reduzir a quantidade de páginas, sem que tal implicasse redução de investimentos no jornalismo (nomeadamente na vertente online)?”.

Outra tendência que “progressivamente se torna clara” é a da gratuitidade da informação e do acesso aos arquivos dos jornais. “Faz parte da estratégia do negócio de um cada vez maior número de media (não apenas nos jornais) e configura, pelo menos em algumas latitudes, um modelo de nova economia das empresas jornalísticas”, nota Manuel Pinto, no post “Gratuitidade da informação: tendência”. O autor dá conta das movimentações nesta área dos grandes órgãos de comunicação social, como o Times, o La Stampa ou do New York Times. “Se não fosse por mais nada seria porque a abertura de portas faz crescer as visitas e o volume destas condiciona a publicidade e o respectivo preço”, diz Manuel Pinto.

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por Sport&conomic @ terça-feira, junho 24, 2008   1 comentários
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Áudio Rui Rocha, director do ComUM

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por Alberto José Teixeira @ segunda-feira, junho 23, 2008   0 comentários
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Como ir até Braga?

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por Sport&conomic @ quinta-feira, junho 19, 2008   0 comentários
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Editorial Marcos Sabino


Jornalista: Marcos Sabino
Imagem: Alberto José Teixeira e Alberto Miguel Teixeira

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por Sport&conomic @ segunda-feira, junho 16, 2008   0 comentários
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Blogosfera animada com selecção portuguesa

(Foto: Getty Images)

Portugal conseguiu apurar-se para os quartos de final do Campeonato Europeu 2008, depois da vitória sobre a República Checa, por 3-1. Aos intensos festejos de milhares de portugueses que encheram as ruas um pouco por todo o país (ver vídeo no final da peça), juntaram-se as celebrações na blogosfera.

O blogue Porto das Pipas, por exemplo, salienta as boas exibições que a formação lusa tem vindo a realizar no Europeu. Miguel de Sousa Azevedo, autor do blogue, apesar de confessar não gostar do seleccionador de Portugal, Luiz Felipe Scolari, diz-se rendido à forma como o técnico tem construído a equipa.

Também o autor do blogue Leão da Estrela afirma estar impressionado com a boa forma da equipa das quinas. A exibição de Portugal frente à Turquia e a boa imagem que resultou desse jogo serviram para apagar a má imagem dos jogos de qualificação, refere. Relembra também a tentativa de agressão de Scolari ao jogador sérvio Dragutinovic.

O Desporto Rei em Portugal relata os acontecimentos da partida frente aos checos e, no final, dá os parabéns aos jogadores, ao seleccionador nacional e a todos nós, portugueses.

Um pequeno historial da participação da selecção portuguesa em fases finais do Campeonato da Europa de Futebol é o que o blogue Futebol acima de tudo faz. Lembra que a selecção das quinas alcançou a primeira fase final em 1984, tendo sido derrubada ante a França de Platini, nas meias-finais da competição. O blogue refere ainda que desde o Euro96, disputado em Inglaterra, Portugal não mais falhou uma fase final do Campeonato da Europa.

Não só de letras se fez a festa. O vídeo postado no blogue Tudo por Todos confirma o entusiasmo que se gerou depois da vitória sobre os checos. Mal soou o apito final, os portugueses saíram à rua para os festejos da segunda vitória lusa no Euro2008.



Amo-te Portugal é outro blogue que tem colocado vídeos dos golos referentes aos jogos da selecção nacional portuguesa.

Texto: Alberto José Teixeira, Alberto Miguel Teixeira e Marcos Sabino

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por Sport&conomic @ quinta-feira, junho 12, 2008   0 comentários
Update #1
Olá.

Este blogue foi criado para a aula de Ciberjornalismo, orientada pelo professor Sérgio Denicoli. Mais actualizações nos próximos dias.

A gerência

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por Sport&conomic @ quinta-feira, junho 12, 2008   0 comentários

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